De modo geral, sou contra a legalização do aborto, pois acho que devemos assumir a responsabilidade por nossos atos. Mas e quando a mulher é vítima de um crime como o estupro? Será justo obrigarmos esta mulher a vivenciar uma gravidez que ela não planejou, fruto de um relacionamento sexual violento, forçado? Da mesma forma que o aborto é um crime, a mulher estuprada e obrigada pela lei a sustentar a gravidez está sendo vítima de dois crimes!
Muitos podem dizer que o feto não tem culpa, mas e a mulher violentada? Qual é a responsabilidade dela nesta situação? Não seria esta atitude uma violência psicológica e emocional? Temos o direito de obrigá-la a vivenciar toda uma série de mudanças físicas (em seu corpo) e sociais (no emprego).Não! Não podemos ser radicais. Nem todo mundo conhece a lei de Causa e Efeito, o Karma. Nem todos sabem da pré-existência da alma... portanto, não podemos dizer, simplesmente, que cada um colhe o que plantou e pronto! Até porque cada caso é um caso! E além disso, não podemos nos esquecer de que, nestes casos, o aborto pode ser uma prova para o espírito reencarnante, que pode estar em falta com aquela que seria sua mãe. Desta forma, os mentores o encaminhariam a uma provável situação de aborto.
Sou a favor da vida e não do aborto, mas não podemos ter uma visão unilateral, que respeite apenas o espírito do feto em detrimento do espírito da mãe.
Acho que este tema ainda é motivo de muitos debates, mas, em todos os casos onde a gestante pense em abortar, além do apoio psicológico e familiar, cabe aos espíritas a missão de orientá-la espiritualmente, com todos os ensinamentos que a doutrina espírita nos oferece pertinentes ao caso.
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